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Dizem que os livros têm a magia de nos transportar para outros tempos. E quem visitar a exposição ‘Tesouros e Memórias de Viseu’, patente na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, vai confirmar isso mesmo.

Por ocasião dos 15 anos do edifício, inaugurado em 31 de maio de 2002, encontra-se reunido e visível ao público, possivelmente pela primeira vez, um riquíssimo espólio documental que junta incunábulos, pergaminhos e livros impressos, alguns raros e outros exemplares únicos.
A visita à exposição, situada na entrada, não segue necessariamente uma ordem, mas um olhar mais atento identifica rapidamente um progresso na configuração tipográfica dos documentos, que remete para a própria evolução cronológica da imprensa. Ali estão os incunábulos, historicamente, classificados até ao ano de 1500. Em claro destaque está uma obra de São Tomás de Aquino, ‘Catena aurea, seu Continuum in quattuor Evangelistas’, impressa em Veneza, por Hermann Liechtenstein e Johan Hamman, em 1482. Mas também ali está um outro incunábulo, igualmente raro, do teólogo germânico Ludolfo da Saxónia, intitulado ‘Vita Christi’ e que foi impresso em Lisboa, por Valentim Fernandes e Nicolau da Saxónia, em 1495.
Entre os livros impressos, publicados desde 1501 até 1800, também denominados ‘livros antigos’, a mostra apresenta publicações que versam vários tipos de obras. Uma dessas tipologias é o livro religioso, como é exemplo o ‘Cathecismo Pequeno da Doctrina e instruiçam que os xpaãos ham de crer (…) feito pollo Dom Dioguo Ortiz de Vilhegas’ (Bispo de Viseu entre 1505 e 1519), obra impressa em Lisboa, por Germão Galharde Frances, em 1504.

‘Os Lusíadas’ e os Forais Manuelinos

Uma das obras cimeiras da história da cultura portuguesa é ‘Os Lusíadas’ de Luís Vaz de Camões, também patente na exposição numa edição crítica comemorativa do terceiro centenário da morte do autor, em 1880, impressa na cidade do Porto, por Emílio Briel em Leipzig (Alemanha), na Tipografia Giesiecke e Devrient. Um outro teor dos livros impressos presente nesta exposição é a literatura de viagens, geralmente com informações úteis e peculiares. Assim é o caso da obra de David François Merveilleux, denominada ‘Mémoires instructifs pour un voyageur dans les divers états de l’ Europe’, impresso em Amesterdão (Holanda), por H. du Sauzet, em 1738.
Os livros manuscritos em pergaminho constituem uma outra parte da exposição, destacando-se os Forais Manuelinos de Viseu, de 1513, e de Povolide, de 1514, e ainda o ‘Trauttado da virtuosa benfeytoria’, obra do infante D. Pedro, duque de Coimbra, um manuscrito datado de cerca de 1430/1433, sobre a cultura, a literatura e a linguística portuguesa do século XV. A exposição estará patente até 26 de agosto.
G.I./J.B.:PBA

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