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Responsáveis da Cáritas ouviram experiências de recomeço.
A Cáritas Portuguesa promoveu hoje um colóquio dedicado à prevenção de incêndios, com participação de responsáveis da sociedade civil e da Igreja Católica, porque o “drama” de Pedrógão Grande “não pode deixar ninguém indiferente”.
“Anadia é um dos pontos centrais onde o ano passado aconteceram os incêndios, no qual houve experiência de excelente colaboração, pela forma como a reconstrução aconteceu”, afirmou o secretário-geral da Cáritas Portuguesa.
João Pereira explicou na abertura do colóquio que “reflexão, ação e prestação” são as palavras em destaque nesta iniciativa.
Já para o diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral Social de Aveiro, neste momento existe um apelo “ao respeito pela casa comum”.
“O dia hoje seja um apelo ao respeito pela casa comum, expressão do Papa Francisco, nessa encíclica ‘Laudato Si’, fala das questões do ambiente onde há tanto a fazer, sobretudo tanto a mudar, de mentalidade”, desenvolveu o padre João Gonçalves.
O vice-presidente da Cáritas Diocesana de Aveiro, por sua vez, destacou a oportunidade de mostrar “a generosidade do povo português” e de “melhoria” quanto à prevenção de incêndios.
“Sabemos que não há muito uma cultura de segurança, de prevenção e ela é fundamental, quando falamos nisso não falamos na importância que tem a natureza e o cuidar da casa comum”, realçou Artur Figueiredo de Almeida.
Segundo este responsável, tornou-se “importante debater” estas questões e “apontar alguns exemplos” porque, “infelizmente, não é a primeira vez” que no Município de Anadia têm de intervir na “reconstrução de casas”.
O colóquio com o tema ‘Cuidar da casa comum – prevenir e evitar os incêndios – Todos, com todos, para todos’ concluiu-se às 13h30, decorrendo paralelamente a entrega de uma casa em Anadia e alfaias agrícolas a uma família de Águeda, afetadas pelos fogos em 2016.
O diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral Social de Aveiro destacou que hoje nos Concelhos de Anadia e de Águeda se viveu um momento de “solidariedade, de proximidade e caridade”.
“Estamos a lidar com dinheiro que as pessoas anonimamente deram”, realçou o padre João Gonçalves, assinalando que as obras apresentadas são também da população que “reagiu como sempre muito bem”.
O encontro começou com a intervenção ‘Incêndios Florestais: Uma reflexão sobre causas e consequências’, pelo presidente do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil, Duarte Caldeira.
Em declarações à Agência ECCLESIA, o responsável alertou para a “gravidade do despovoamento” que leva à desertificação do Interior.
Duarte Caldeira convidou autoridades nacionais e municipais a “investir fortemente na informação e formação da população” para evitar novas tragédias por falta de conhecimento das medidas necessárias para a “autoproteção”.
O presidente do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil falou da urgência do “projeto de ordenamento” da floresta.
O responsável prevê que os incêndios sejam “cada vez mais gravosos”, pelo que os resultados desta reforma vai demorar alguns, o que obriga a investir nas “estruturas de combate” aos fogos.
André Chagas, responsável Operacional da Unidade de Campanhas da Cáritas Portuguesa, refletiu sobre solidariedade com consequências através da campanha ‘Cáritas ajuda as vítimas dos incêndios em Portugal’.
A sessão de encerramento, às 12h45, contou com a presença do secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, a presidente da Câmara de Anadia, Teresa Cardoso, e o presidente da Cáritas Diocesana de Aveiro, diácono José Alves.
O colóquio tem como base documental a nota pastoral ‘Cuidar da casa comum – prevenir e evitar os incêndios’, divulgada pela Conferência Episcopal Portuguesa em abril deste ano e os realiza-se no contexto do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, a 18 de junho.
G.I./Ecclesia:PR/LFS/CB/OC

CategoriaIgreja, Pastoral

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