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Conhecido como o português mais benemérito do país, morreu aos 91 anos.
O homem que disse um dia: “Sou feliz. Não tenho medo de nada”, João Almiro faleceu no passado dia 28 de Setembro, com 91 anos, depois de ter vivido uma vida plena de dedicação aos mais desfavorecidos.
Fundador da Labesfal, o maior laboratório de produção de soro em embalagem hospitalar, sedeado em Campo de Besteiros, concelho de Tondela, o “dr. João Almiro”, como era conhecido, depois de uma vida de farmacêutico e de empresário empreendedor, dedicou-se, em exclusivo, a quem mais precisava, porque acreditava que não há “pessoas más”. Fundou as instituições Convívio Jovem, valência da Santa Casa da Misericórdia do Vale de Besteiros e, depois, na sua própria residência, a Casa das Andorinhas para quem deu o seu melhor.
A Câmara de Tondela decretou um dia de luto municipal (29 de setembro) pelo falecimento de João Almiro, também antigo autarca, durante muitos anos. O presidente da Câmara de Tondela, José António Jesus, enalteceu aos jornalistas o lado humanista, solidário, de cooperação e de apoio ao próximo, que caracterizou sempre a vida de João Almiro, mesmo quando exerceu a sua plena actividade profissional.

“A Câmara deliberou um dia de luto municipal em homenagem à sua vida, à sua memória e, acima de tudo, ao seu legado enquanto empresário, autarca e humanista filantropo, pelas grandes causas que abraçou na sua vida”, justificou o autarca.
“O maior prémio do trabalho que fazemos na Casa das Andorinhas é ver renascer os homens e mulheres que ajudamos. Às vezes, tudo o que é preciso é dar a mão”, disse João Almiro na entrega do prémio da revista Anim’arte. Uma frase que no futuro pode e deve servir de reflexão acerca do nosso papel na sociedade que nos acolhe.
João Almiro deixa um testemunho de enorme dedicação aos mais pobres dos pobres, dando-lhes condições de viverem com dignidade, abrindo-lhes oportunidades de realização profissional, acesso a cuidados de higiene e saúde e propondo-lhes caminhos de regeneração. No seu funeral, muito concorrido, marcaram presença muitos que encontraram nele o pai, o mestre e o amigo que lhes deu a mão e os ergueu do chão.
Os próprios serviços de Justiça e de Segurança Social encontravam no Dr. João Almiro um parceiro sempre disponível para solucionar os casos mais delicados, mesmo sendo um “rebelde” que contrariava indicações oficiais, quando lhe pareciam desadequadas à circunstância individual de quem acolhia.
Todo este seu empenho e dedicação ao Bem se alimentava numa profunda fé em Jesus Cristo, que inspirava e conduzia o seu agir, dela dando testemunho, sem reservas e sem exuberâncias.

G.I.

CategoriaParóquia, Pastoral

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