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Professores de Lisboa e Setúbal debateram realidade do Ensino Básico e Secundário.
Os professores de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) das dioceses de Lisboa e Setúbal participaram hoje numa ação de formação que debateu a realidade do Ensino Básico e Secundário, valorizando o papel da disciplina na Escola.
D. Nuno Brás, vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé, destaca o valor da formação “contínua” destes docentes, que lhes aponta “novos caminhos” em termos de “pedagogia e de reflexão”.
“É importante que os professores se conheçam” e “tomem consciência de que são membros da Igreja”, disse à Agência ECCLESIA o bispo auxiliar de Lisboa, para quem a disciplina de EMRC representa “a presença de Cristo na Escola”.
O responsável fala numa proposta de “outro modo de viver”, inspirado nos valores do Evangelho, que considera “essencial” para a sociedade atual.
Fernando Moita, coordenador do departamento de EMRC do Secretariado Nacional de Educação Cristã, realça, por sua vez, que “a criança e o adolescente precisam de ver no professor de EMRC alguém que é capaz de rir, chorar com eles, quando for necessário, e propor qualquer coisa mais”
Segundo este responsável, o 1.º ciclo tem vindo a conquistar terreno “paulatinamente”, com atenção ao desenvolvimento “ético-moral” das crianças, pelo existe “necessidade de trazer ferramentas” para os professores.
‘Fidelidade à Pessoas, alegria na Missão – Um olhar sobre o 1º ciclo do EB e sobre o Ensino Secundário’ é o título da iniciativa que decorreu no Seminário de Alfragide.
A formação, uma parceria entre o Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) e os Secretariados Diocesanos de EMRC, tem vindo a decorrer durante o primeiro trimestre deste ano em oito localidades diferentes, abrangendo todas as dioceses do país (Porto, Braga, Coimbra, Viseu, Lisboa, Beja, Funchal e Ponta Delgada).
Esta quarta edição, creditada pelo Centro de Formação de Associação de Escolas do Seixal, e teve início pelas 09h30 com a conferência de Luís Miguel Rodrigues, UCP, subordinada ao tema ‘Desenvolvimento sociomoral e religioso na infância’.
“A Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) não é um apêndice do sistema educativo. Os professores de EMRC ensinam ‘apenas’ a matéria que vai dar sentido à vida das novas gerações, de uma maneira integral”, afirmou o conferencista.
Pelas 10h45, o sociólogo Eduardo Duque analisou o tema “O ‘jovem’ perante o facto religioso”.
Durante a tarde os docentes participaram em dois painéis distintos, para a troca de boas práticas.
“A ideia é ter um espaço com propostas estratégias para grupos heterogéneos, tendo em conta o cruzamento de conteúdos com outras áreas disciplinares e flexibilização curricular”, que passa pela “apresentação de dinâmicas concretas a aplicar com os alunos do 1.º ciclo, em contexto de sala de aula”, refere José Joaquim Santos coordenador do Secretariado Diocesano do Ensino da Igreja nas Escolas, em declarações divulgadas pelo portal Educris, do SNEC.
No último ano letivo, quase 12 mil alunos frequentaram a disciplina de EMRC na diocese sadina.
G.I./Ecclesia:CB/OC

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